sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Textos de Direitos humanos (PROPEDÊUDICA)

Os textos deverão ser utilizados com fins unicamente de estudos acadêmicos.

Texto 01, clique aqui para download
Texto 02, clique aqui para download
Texto 03, clique aqui para download.
Texto 04, clique aqui para download.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nicolau Maquiavel: o cidadão sem Fortuna, o intelectual de Virtù




1. AS DESAVENTURAS DE UM FLORENTINO
·         Maquiavel nasceu em Florença em 03 de maio de 1469 – Itália.
·         Filho de pai advogado e estudioso renascentista foi incentivado ao estudo humanístico.
·         Aos 12 anos já redigia texto em latim e dominava a retórica Greco-romana.
·         Exerceu cargo de destaque na política, sendo deposto com a chegada do Médicis ao poder.
·         Em 1513 foi preso, torturado e condenado a pagar multa pesada, sob o pretexto de conspiração contra os Médicis.
·         Por diversas vezes buscou retornar ao cargo político que exercia, mas foi lhe negado.
·         Isolado e morando numa pequena propriedade da família se dedicou ao estudo dos clássicos e protagonizou uma nova proposta de estudo da política, tendo a realidade como foco nos seus estudos.
·         Os “resultados de seus estudos lhe renderam as obras: “o príncipe”; “a arte da guerra”; história de Florença”.
·         Mesmo com a queda dos Médicis do poder em 1527, Maquiavel não conseguiu retornar a vida pública, pois, foi taxado pelo movimento que chegou ao poder como alguém que tinha ligações com os tiranos.
·         Desgostoso adoece e morre em junho do mesmo.

2. A VERDADE EFETIVA DAS COISAS
·         O foco do estudo de Maquiavel é o Estado. Não melhor Estado, mas o real. Sua preocupação não foi em apresentar um projeto de um Estado perfeito e sim descrever o Estado real.
·         Assim o pensador rejeita toda a tradição política da Antiguidade e Medievalidade. Substituiu o reino do “DEVER SER” (marcado pela filosofia) pelo reino do “SER” – realidade.
·         Seu ponto de partida e de chegada é a realidade concreta – “a verdade efetiva das coisas”.
·         Sua proposta metodologia objetivava descobrir como resolver o inevitável ciclo de estabilidade e caos na relação Estado e sociedade.
·         A ordem, que é conseqüência da estabilidade, não é resultado de um processo natural, nem a materialização de uma ordem extraterrena, nem resultado do jogo do acaso.
·         A ordem tem um imperativo: deve ser construída pelos homens para se evitar o caos e a barbárie, e uma vez alcançada, ela não será definitiva, pois há sempre, em germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a ameaça de que seja desfeita.
·         A política é resultado de feixes de forças, proveniente das ações concretas dos homens em sociedade, ainda que nem todas as suas facetas venham do reino da racionalidade e sejam de imediato reconhecíveis.
·         A política segue uma lógica própria regida por mecanismos distintos dos que norteiam a vida privada.
·         A compreensão só é possível por um estudo tendo como foco a realidade concreta de onde esses fenômenos acontecem.

PRINCIPAIS IDEIAS POLITICAS NO OCIDENTE: Antiguidade e Medievalidade

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PRINCIPAIS IDEIAS POLITICAS NO OCIDENTE: Antiguidade e Medievalidade



O PENSAMENTO POLÍTICO NA ANTIGUIDADE

1. GRÉCIA
- Com o desenvolvimento das pólis (cidade-estado) gregas entre VII ao século VI a.C. o pensamento político grego também passou a enfatizar a vida na cidade.
- Receberam o nome de cidade-estado por terem como características a unidade econômica, política e cultural independente entre si.
- Buscando apresentar uma melhor proposta administrativa nas pólis foi que a Grécia repassou ao ocidente as noções de cidadania e democracia.
- O pensamento grego sobre política era em mostrar uma proposta de cidade-estado com funcionamento perfeito.
- Destacam-se os sofistas, Platão e Aristóteles.

1.1. Sócrates e os Sofistas (469 a 399 a.C.)
- Sócrates é considerado o primeiro filósofo grego.
- Para Sócrates a sabedora dependia de conhecer-se a si mesmo e do conhecimento e controle de seus próprios limites.
- O reconhecimento de sua própria ignorância, por parte de cada individuo, consistia, assim, no primeiro passo, absolutamente necessário, para o verdadeiro saber.
- Sócrates não apresentou uma teoria para a administração da cidade-estado.
- Contemporâneos a Sócrates existiram em Atenas um grupo de educadores chamados de Sofistas.
- Os Sofistas eram homens que iam de cidade em cidade com o fim de transmitir aos filhos dos cidadãos, por um preço estipulado, uma educação que lhes garantisse a participação e o na vida pública e na política.
- O entendimento sofista era preparar homens com capacidade de argumentação e convencimento independentemente da verdade ou validade do que estava sendo proferido.
- As leis das cidades eram vistas pelos sofistas como algo que poderia ser mudado a qualquer momento, desde que o governante conseguisse convencer seus governados.
- Essa racionalidade sofista era alvo de crítica de Sócrates.